“A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL FOI CRIADA PELA LEI 11.646, DE 10 DE JULHO DE 2001. COMO UMA UNIVERSIDADE ESTADUAL PÚBLICA E GRATUITA, COM A RESPONSABILIDADE DE PROMOVER O DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL (...). É RESPONSABILIDADE DA UERGS FORMAR PROFISSIONAIS APTOS A DAR UMA CONTRIBUIÇÃO SUBSTANTIVA A ATIVIDADES ESPECÍFICAS NAS DIVERSAS REGIÕES DO ESTADO” (Caderno Acadêmico 2006)
Eu me chamo Bruna Fontana, sou acadêmica do 4º semestre do Curso Superior de Tecnologia em Meio Ambiente, cujo início se deu em agosto de 2006 na unidade do município de Erechim. Portanto, eu e meus colegas de curso participamos do último vestibular da universidade e justamente por isso sabemos o quanto a instituição nos é importante. No entanto, muitos cidadãos erechinenses não sabem ao menos o seu endereço.
Sabemos que a Uergs é importante não somente a nós acadêmicos e nossos professores, pois, segundo o Caderno Acadêmico, a universidade além de ser gratuita, o que permite o acesso à educação de 3º grau a todos que não têm a opção de pagar pelos seus estudos, é também responsável pela promoção do desenvolvimento sustentável da região. O desenvolvimento sustentável, por sua vez, é aquele que respeita os limites físicos inerentes ao ecossistema mundial e garante que continue funcionando no futuro. E dentro desta nova visão de desenvolvimento, Sachs destaca princípios básicos:
1. Satisfação das necessidades básicas;
2. Solidariedade com as gerações futuras;
3. Participação da população envolvida;
4. Preservação dos recursos naturais e do Meio Ambiente em geral;
5. Elaboração de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a todas as culturas;
6. Programas de Educação.
Programas de educação! A Uergs hoje é um “programa de educação”?
Existe a necessidade de se ter a Uergs como modelo de educação, tendo em vista que a educação é a base para todo e qualquer projeto, programa ou política social, porque ela deve englobar todos os princípios básicos do desenvolvimento sustentável descritos por Sachs. Contudo isto só será possível se suas portas continuarem abertas.
sábado, 26 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
MUROS
Uma das melhores atividades que existem na faculdade são as visitas técnicas. Ônibus, estrada e novidades remetem-me a mais conhecimento, mais praticidade às teorias vistas e revistas em sala de aula, além do clima alegre improvisado pelos mais animados. Sempre foram muito divertidos e úteis esses raros passeios. No entanto, hoje a exceção foi aberta. Aula de Avaliação de Impactos Ambientais, 4º semestre do curso. Tecnologia em Meio Ambiente da Universidade Estadual do RS. Os acadêmicos da turma de 2006 e sua professora resolveram dar um pulinho no aterro sanitário de Erechim. Lá fomos nós com as “perguntaspertinentes” de ambientalistas aspirantes a tecnólogos...Tudo muito bonitinho, organizadinho e eficiente pra quem entende leigamente de disposição de resíduos sólidos domésticos, os populares “lixo orgânico” e “lixo seco”. Gasto de dinheiro público e precisando de n melhorias pra nós. É ai que a gente se pergunta o que acontece quando os responsáveis por projetos tão impactantes como este fazem ao visitar os grandes centros para colher idéias... Fazer o quê? Depois dizem que ambientalista é pedra no sapato, mas e se não fossemos...?
Saindo do aterro sanitário seguimos para o “lixão” da cidade. Já o tinha visto em fotos num seminário que ocorrera no ano em que entrei pra faculdade, em 2006. Ao observar o lixão “ao vivo e a cores” percebi o quanto cartesianas são as fotografias. A visão da realidade é de veras pior do que aquelas imagens.
Quando você observa pessoas vivendo e tirando seu sustento entre as coisas que você joga fora (sim, porque ambientalista também produz lixo), e que você sabe o quanto isso deteriora seres vivos e seu meio ambiente, a visão cartesiana das fotografias transforma-se em pensamento holístico. Transforma-se em sofrimento. Sofre-se junto com aquele filete de rio que recebe o chorume através do solo (acreditem, tem um rio no entorno daquele lugar...E não é nem rio, é um fio d’água!). Sofre-se junto com o solo, que se acidifica e se contamina há 20 anos. Sofre-se junto com o lixo seco, que até hoje muita gente não entendeu que se deve separá-lo do orgânico. Sofre-se com o ser humano, que respira o metano produzido pelas reações provocadas pela deterioração da “matéria-prima” do seu trabalho, que se abriga em lonas improvisadas longe-perto dali para fazer as refeições, que vive sob sol e chuva entre aquilo tudo que consideramos inútil. Sofre-se com os muros de lixo de mais de 35 metros de altura. Sofre-se com os muros altos da ignorância e indiferença que impedem a sociedade de ver além do consumismo, de ver além dos supérfluos, de ver além das embalagens coloridas no supermercado.
Saindo do aterro sanitário seguimos para o “lixão” da cidade. Já o tinha visto em fotos num seminário que ocorrera no ano em que entrei pra faculdade, em 2006. Ao observar o lixão “ao vivo e a cores” percebi o quanto cartesianas são as fotografias. A visão da realidade é de veras pior do que aquelas imagens.
Quando você observa pessoas vivendo e tirando seu sustento entre as coisas que você joga fora (sim, porque ambientalista também produz lixo), e que você sabe o quanto isso deteriora seres vivos e seu meio ambiente, a visão cartesiana das fotografias transforma-se em pensamento holístico. Transforma-se em sofrimento. Sofre-se junto com aquele filete de rio que recebe o chorume através do solo (acreditem, tem um rio no entorno daquele lugar...E não é nem rio, é um fio d’água!). Sofre-se junto com o solo, que se acidifica e se contamina há 20 anos. Sofre-se junto com o lixo seco, que até hoje muita gente não entendeu que se deve separá-lo do orgânico. Sofre-se com o ser humano, que respira o metano produzido pelas reações provocadas pela deterioração da “matéria-prima” do seu trabalho, que se abriga em lonas improvisadas longe-perto dali para fazer as refeições, que vive sob sol e chuva entre aquilo tudo que consideramos inútil. Sofre-se com os muros de lixo de mais de 35 metros de altura. Sofre-se com os muros altos da ignorância e indiferença que impedem a sociedade de ver além do consumismo, de ver além dos supérfluos, de ver além das embalagens coloridas no supermercado.
sábado, 29 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Do Baú...
TEXTO ANTIGO... Lembranças novas
Gente Doida! (ou Pensamentos de uma louca)
Era cedo, faltavam apenas dois minutos pra meia-noite quando acordei depois de um longo dia de caminhada na piscina do clube que ficava no quintal de casa até ser transferida para o canil de gatos, onde as galinhas ciscam seus ovinhos e alimentam as minhocas gordas para que elas não morram de fome.
Eu vi, com meus olhos bem fechados, no céu da terra um avião batendo suas asas e correndo desesperadamente para não perder o aeroporto. Muito confusa eu fiquei, mas mesmo assim continuei disposta a dormir enquanto descascava os amendoins que minha avó acabara de engolir enquanto reclamava da coceira que os malditos piolhos faziam nos pelos do dedão do pé.
Por via das dúvidas, resolvi estudar para aquela prova que eu fora muito mal na semana passada. Porém não suportava aquelas contas difíceis e cheguei à conclusão que literatura não é muito fácil de se calcular.
Então, quando o dia já estava amanhecendo tive a chance de contemplar a lua murcha que trazia lindos raios de sol para o terreno dos fundos que ficava perto do portão de entrada do prédio da nossa casa.
Por mais que já tivesse caminhado, resolvi tirar a vaquinha Mimosa do canil e galopar até uma rua tranqüila e silenciosa onde uma pequena confusão se espalhara por toda avenida.
Não me interessei em saber o que estava acontecendo e por causa disso incomodei um ceguinho que estava lendo um rótulo sem letras de uma garrafa de pomada, sentado num pequeno banco onde somente quarenta pessoas caberiam sentadas e falei perguntando o que havia acontecido.
Ele, como era muito simpático, disse-me curta e grossamente que um louco muito lúcido havia fugido pela fechadura da porta do hospício do zoológico da cidade municipal, gritando: Antes morrer do que perder a vida!
Gente Doida! (ou Pensamentos de uma louca)
Era cedo, faltavam apenas dois minutos pra meia-noite quando acordei depois de um longo dia de caminhada na piscina do clube que ficava no quintal de casa até ser transferida para o canil de gatos, onde as galinhas ciscam seus ovinhos e alimentam as minhocas gordas para que elas não morram de fome.
Eu vi, com meus olhos bem fechados, no céu da terra um avião batendo suas asas e correndo desesperadamente para não perder o aeroporto. Muito confusa eu fiquei, mas mesmo assim continuei disposta a dormir enquanto descascava os amendoins que minha avó acabara de engolir enquanto reclamava da coceira que os malditos piolhos faziam nos pelos do dedão do pé.
Por via das dúvidas, resolvi estudar para aquela prova que eu fora muito mal na semana passada. Porém não suportava aquelas contas difíceis e cheguei à conclusão que literatura não é muito fácil de se calcular.
Então, quando o dia já estava amanhecendo tive a chance de contemplar a lua murcha que trazia lindos raios de sol para o terreno dos fundos que ficava perto do portão de entrada do prédio da nossa casa.
Por mais que já tivesse caminhado, resolvi tirar a vaquinha Mimosa do canil e galopar até uma rua tranqüila e silenciosa onde uma pequena confusão se espalhara por toda avenida.
Não me interessei em saber o que estava acontecendo e por causa disso incomodei um ceguinho que estava lendo um rótulo sem letras de uma garrafa de pomada, sentado num pequeno banco onde somente quarenta pessoas caberiam sentadas e falei perguntando o que havia acontecido.
Ele, como era muito simpático, disse-me curta e grossamente que um louco muito lúcido havia fugido pela fechadura da porta do hospício do zoológico da cidade municipal, gritando: Antes morrer do que perder a vida!
terça-feira, 25 de março de 2008
Insight
E se você estiver se sentindo bem agora, procure ajudar. Pratique a sua boa ação diária. Mesmo que pareça insignificante. Diga às pessoas o que você quer, não fique enrolando...O tempo anda curto demais para rodeios desnecessários. Se não souber dizer, faça. Pergunte se vai tudo bem. Insista para que seus amigos se importem com você, mas eles só o farão se você demonstrar que eles também são importantes para você. Preserve a natureza. Expanda a mente. E ame, pois dessa vida nada se leva, nem a língua dos anjos, se não existir amor em todas as nossas atitudes...
segunda-feira, 17 de março de 2008
FimDeSemana
Aforismo do fim de semana: Mundo a fora, mudo por dentro (minha autoria).
Sentença do fim de semana: “Podemos controlar os passos suaves de espaçonaves em planetas distantes, mas somos incapazes de controlar a fumaça poluente expelida por nossos automóveis e nossas fábricas” Capra, Fritjof (1981)
Livros do fim de semana: Renato Russo de A a Z (entrevistas); Capra, Fritjof. O ponto de mutação. 28 ed. São Paulo: editora Pensamento-Cultrix, 2007.
Música do fim de semana: Andrea Doria (Legião Urbana)
Refeição do fim de semana: Cachorro-quente com a gurizada da Coordenação Diocesana da Juventude no sábado à noite.
Lugares do fim de semana: Nova Onda – pastelaria da Equipe da Meta e Uri (prova do INSS).
Programa de tv do fim de semana: Não assisti nada, não!
Pessoas do fim de semana: Todo mundo que estava na CDJ, o Giovani, meus pais e eu.
Lembranças do fim de semana: Fotos, muitas fotos, e vídeos.
Uma coisa boa do fim de semana: Não teve só uma...
Uma coisa ruim do fim de semana: Superou todas as coisas boas, mas nada que não possa ser recuperado...
Horas de sono do fim de semana: Seis horas de sexta para sábado e cinco, de sábado para domingo.
Conclusão do fim de semana: Nada é por acaso... As pessoas aparecem nas nossas vidas por acaso, mas não será por acaso que irão permanecer...
BOA SEMANA a todos e seja o que Deus quiser!
Sentença do fim de semana: “Podemos controlar os passos suaves de espaçonaves em planetas distantes, mas somos incapazes de controlar a fumaça poluente expelida por nossos automóveis e nossas fábricas” Capra, Fritjof (1981)
Livros do fim de semana: Renato Russo de A a Z (entrevistas); Capra, Fritjof. O ponto de mutação. 28 ed. São Paulo: editora Pensamento-Cultrix, 2007.
Música do fim de semana: Andrea Doria (Legião Urbana)
Refeição do fim de semana: Cachorro-quente com a gurizada da Coordenação Diocesana da Juventude no sábado à noite.
Lugares do fim de semana: Nova Onda – pastelaria da Equipe da Meta e Uri (prova do INSS).
Programa de tv do fim de semana: Não assisti nada, não!
Pessoas do fim de semana: Todo mundo que estava na CDJ, o Giovani, meus pais e eu.
Lembranças do fim de semana: Fotos, muitas fotos, e vídeos.
Uma coisa boa do fim de semana: Não teve só uma...
Uma coisa ruim do fim de semana: Superou todas as coisas boas, mas nada que não possa ser recuperado...
Horas de sono do fim de semana: Seis horas de sexta para sábado e cinco, de sábado para domingo.
Conclusão do fim de semana: Nada é por acaso... As pessoas aparecem nas nossas vidas por acaso, mas não será por acaso que irão permanecer...
BOA SEMANA a todos e seja o que Deus quiser!
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